Artigo
Vereadora Stellamaris. NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Vereadora Stellamaris Otenio vem a público manifestar a sua decepção como política e indignação como cidadã, com a falta de anuência por parte do Poder Executivo Municipal na realização das comemorações alusivas ao Dia da Independência do Brasil no Município de Araputanga.
Na tarde do dia 3 de setembro, configurou-se, por parte da Prefeitura Municipal o não apoio à realização do Ato Cívico de 7 de Setembro do corrente, sugerido pela representante do povo, através da indicação 214/2013, apreciada, votada e aprovada na Sessão Ordinária do dia 20/08/2013, com o apoio dos demais Edis. O que se informa a seguir:
No dia 09 de Julho/2013 foram enviados os ofícios 178/2013; 213/2013 e 215/2013 ao 2º Batalhão de Fronteira (2º B Fron), à Agência Fluvial de Cáceres - MT – Marinha do Brasil e a 2ª Cia Independente de Bombeiros Militar – Cáceres, onde os mesmos solicitavam o agendamento e a participação dessas instituições no desfile de 7 de Setembro em Araputanga. Registra-se ainda que tais instituições, ora citadas, já haviam confirmado a participação no referido Ato.
Foi avaliado, de maneira preliminar, que as homenagens ao Dia da Pátria custariam aproximadamente R$ 3.000,00 para os cofres públicos.
Entretanto, paira no ar do cenário político do Brasil um odor de falta de patriotismo. Os que estão no poder, não o querem perder, ficam no governo por falta de humildade de reconhecer os erros e de admitir que possivelmente, com outros parâmetros, poderia se administrar melhor com outras diretrizes quer ideológicas ou conceituais. O que não é novidade na história da humanidade, pois o poder alicia e seduz.
Dentro do quadro político, não há lugar para individualismo, nem a busca essencialmente do exercício do poder e das benesses do prestígio. Há necessidade de se definir como homem público, desempenhar a célebre e límpida política, sem que haja mesquinhez de articulações abjetas e de conchavos desprezíveis.
Para nós fica uma desafiadora e talvez desconfortável pergunta: quem somos e o que temos feito? Exemplos como o de Tiradentes, o de D. Pedro I e o de D. Pedro II devem inspirar-nos, pois, a assumir, em nosso tempo, a luta pela verdadeira efetivação dos direitos humanos. Sem liberdade, não há igualdade possível, e, sem igualdade, não há efetiva liberdade.
As últimas décadas proporcionaram ao país a sensível valorização dos princípios democráticos que elevaram a dignidade da pessoa humana, pois o texto constitucional encontra sua razão e origem no homem e na sua liberdade. Daí podemos afirmar que liberdade envolve, de forma objetiva, o próprio conceito de democracia. E aqui gostaríamos de relembrar que tal conceito não pode ser reduzido a uma simples ideia majoritária, isto é, àquele velho pensamento de que vence a maioria. Democracia significa muito mais: denota, também, participação, tolerância, liberdade.
Escreveu um dos melhores historiadores dos tempos passados e dos tempos atuais que a democracia é uma plantinha tenra, cabendo a nós regá-la sempre e sempre, diariamente. Caso nos esqueçamos desse dever, ela, entre nós, só existirá, já advertia Rui Barbosa, apenas nominalmente. Isso significa dizer que depende principalmente de nós a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Sim, depende de nós a erradicação da pobreza e da miséria, a redução das desigualdades sociais e regionais, a efetivação do direito à saúde, à moradia, ao salário digno. É nossa a responsabilidade pelas decisões coletivas que atingirão a vida da nossa comunidade. A igualdade, portanto, é algo que se constrói com a participação ativa e efetiva de todos. Esse é, sem dúvida, o desafio dos nossos tempos.
Volto, então, a perguntar: quem somos e o que temos feito? Precisamos dar continuidade à história da nossa independência, e essa grande missão, irrenunciável, diria eu, devemos exercer colocando tudo quanto somos no mínimo que fazemos. Foi uma mentalidade assim que nos garantiu glória no passado e que nos assegurará paz no futuro!
Como representante do povo, meu compromisso é com: a transparência, a verdade e a ética – princípios norteadores de minhas ações que objetivam o desenvolvimento da boa prática política e a defesa dos interesses da sociedade.

